“Petal” transforma a vulnerabilidade de Ariana Grande e a violência em um espetáculo. Além disso, o vídeo expõe como até mesmo o empoderamento de uma celebridade contra pessoas da indústria é autorizada pela própria indústria. Aqui está uma olhada nas mensagens presentes neste vídeo triste.
Após o lançamento do vídeo “Petal”, uma parcela significativa do debate público concentrou-se no corpo de Ariana Grande. Comentários expressando preocupação com sua aparência ganharam força nas redes sociais e na seção de comentários do próprio vídeo. A discussão tornou-se um acontecimento midiático que acompanhou o lançamento.
Essa preocupação não surgiu apenas com “Petal”. Ela já estava presente durante a divulgação do filme “Wicked” e intensificou-se após o vídeo “hate that i made you love me”. O vídeo “Petal” atuou como um acelerador: a escolha do figurino deixava à mostra seus ombros, braços e sua silhueta esquelética.
Os responsáveis pelo vídeo selecionaram intencionalmente os vestidos reveladores, os ângulos de câmera e as imagens utilizadas na edição final. O objetivo evidente era exibir o declínio físico de Ariana, suscitar deliberadamente preocupação e transmitir a mensagem: “Vejam o que podemos fazer com a nossa escrava”.
Para compreender o que está acontecendo atualmente com Ariana, é preciso reconhecer um fato importante: ela é uma escrava da indústria desde a infância.
Carreira Triste
Ariana começou ainda adolescente, estreando na Broadway aos 15 anos antes de alcançar a fama como Cat Valentine em “Brilhante Victória”.
Sua imagem foi construída em torno de uma persona infantil, caracterizada por uma voz aguda, ingenuidade e doçura. Isso não impediu o produtor pedófilo Dan Schneider de criar várias cenas com duplo sentido envolvendo Ariana, como momentos em que sua personagem fazia poses sugestivas, interagia de forma bizarra com comida e chorava de cabeça para baixo, de uma maneira excessivamente infantilizada e vulnerável.
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| Schneider também gostava de fazer com que Ariana interagisse com objetos e alimentos de formato fálico. Desde cedo, seus manipuladores sempre usaram o entretenimento como forma de humilhá-la publicamente. |
Não apenas a humilhação se tornou pública, como também fizeram questão de expor o controle mental exercido sobre Ariana. Os vídeos “
no tears left to cry” e “
Brighter Days Ahead” exibem o mesmo simbolismo da programação Monarca que vem sendo analisado neste site há anos.
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| Nesta cena altamente simbólica de “no tears left to cry”, uma Ariana Grande sem rosto coloca uma máscara, representando um alter ego gerado pelo controle mental monarca. |
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| O pôster de “Brighter Days Ahead” mostra Ariana “flutuando”. Isso é uma referência à dissociação. |
Curiosamente, a mudança na aparência de Ariana começou quando ela passou a fazer aparições públicas com a atriz Cynthia Erivo, sua colega de elenco no filme “Wicked”. A constante proximidade e a maneira como Erivo interage com Ariana transmitem uma vibe de “bruxa manipuladora e sua escrava”.
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| Este vídeo do TikTok resume a perda de peso bizarra (e desnecessária) das estrelas de “Wicked”. |
Além disso, a trajetória de Ariana inclui muitos eventos traumáticos. Em 22 de maio de 2017, Salman Abedi detonou uma bomba na saída de seu
show em Manchester. Vinte e duas pessoas morreram, mais de mil ficaram feridas e o terrorista também morreu na explosão. O inquérito público apontou falhas de segurança e oportunidades perdidas de prevenção. O ataque representou a convergência de dois setores da elite: o entretenimento e a engenharia social (o ISIS).
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| O ataque aconteceu durante a turnê de Ariana, chamada “Mulher Perigosa”. Não dá para dizer que a elite não nos avisou. |
Cerca de um ano depois, o ex-namorado recente de Ariana, Mac Miller, morreu em circunstâncias misteriosas. Conforme explicado
neste vídeo, sua morte foi prenunciada de várias maneiras perturbadoras e associada ao seu relacionamento com Grande.
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| Em “Self Care”, Mac aparece enterrado vivo dentro de um caixão de madeira. Cerca de dois meses após o lançamento deste último vídeo, ele de fato morreu. |
Mais recentemente, Ariana lançou o vídeo bizarro “Petal”, que mostra homens da indústria julgando-a pelo seu corpo... enquanto o próprio vídeo destaca deliberadamente a sua deterioração física para novamente humilhá-la e exercer controle.
Vídeo Triste
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| Ariana chega a Hollywood em busca de fama. Ao seu lado, uma margarida frágil brota de uma estrela da Calçada da Fama. O vestido de Ariana traz uma estampa de margaridas, sugerindo que ela é aquela flor tentando crescer em Hollywood. |
A comparação de Ariana a uma planta permite duas interpretações no vídeo. Na primeira, ela é uma jovem que deposita suas esperanças no solo da indústria. Na segunda, uma abordagem mais irônica, ela é uma planta da indústria, colocada ali para desempenhar um papel predeterminado.
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| Em uma audição, vemos vários closes do rosto dela que parecem ter sido incluídos para fazer o público pensar: “Ela realmente não parece bem”. |
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| A sala de espera funciona como uma linha de montagem de fábrica. As mulheres ainda não foram contratadas, mas já aprenderam a sincronizar seus movimentos, controlar suas expressões faciais e agir como verdadeiros robôs. Esse é o preço do sucesso em Hollywood. |
O vídeo apresenta oficialmente a protagonista como Pepper, em vez de simplesmente como Ariana Grande. O nome dá continuidade ao hábito da cantora de criar personagens para seus projetos. Esse também é o conceito central por trás da criação de múltiplas personalidades no controle mental Monarca.
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| Este traje parece ter sido escolhido especificamente para destacar a silhueta esquelética de Ariana, o que provocou uma enxurrada de comentários sobre sua compleição física. |
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| O vídeo consiste basicamente em Pepper fazendo vários testes (e sendo rejeitada) diante de homens da indústria. |
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| Sua tentativa final ocorre diante de um fundo ritualístico vermelho-sangue. É um prenúncio do que está por vir. |
Mais uma vez, o vídeo destaca a maquiagem, a iluminação lateral e o contraste com os figurinos que deixam o rosto e a silhueta de Ariana em evidência de forma marcante.
É claramente intencional a escolha, por parte dos produtores do vídeo, de figurinos que ressaltam deliberadamente a silhueta esquelética de Ariana. Essas tomadas foram iluminadas a partir de ângulos pouco favoráveis, filmadas e aprovadas. Aqui reside uma contradição específica que merece análise: embora Ariana peça constantemente que seu corpo não seja assunto de discussão, o vídeo utiliza roupas e enquadramentos que fazem desse mesmo corpo o ponto focal visual.
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| O teste de Pepper acontece diante de cinco homens do showbiz à moda antiga, que comentam a aparência dela, apesar de serem eles próprios extremamente pouco atraentes. A pintura ao fundo, que retrata cowboys laçando uma vaca, é bastante simbólica, pois representa o momento em que eles avistam e capturam a estrela perfeita para explorar. |
Esses homens da indústria bebem, fumam e observam Pepper a partir de uma posição coletiva de autoridade. Eles podem julgar o corpo dela sem que os seus próprios corpos precisem atender ao padrão que eles impõem.
Após sucessivas rejeições, Pepper para de negociar, pega uma motosserra e ataca os cinco homens.
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| Acho que isso é uma vitória. |
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| Pepper sai do teste coberta pelo sangue dos homens. Ela passa o restante do vídeo coberta de sangue, chegando até a ir a um restaurante chinês. |
Ver celebridades cobertas de sangue é um fetiche da elite oculta, pois remete às suas antigas obsessões por sacrifício, canibalismo e adrenocromo. Isso se tornou um símbolo recorrente na cultura popular.
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| Luísa Sonza é uma das inúmeras celebridades que participaram de vídeos ritualísticos “coberta de sangue”. |
O momento mais importante do vídeo acontece depois do massacre.
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| Depois de verem Pepper assassinar os homens da indústria, as mulheres que aguardavam na fila para o teste comemoram o fato de finalmente estarem livres deles. |
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| O diretor do vídeo, Christian Breslauer, grita “corta!” e diz a Ariana que ela fez um bom trabalho. Resumindo, um grupo de homens da indústria bebendo e fumando produziu este vídeo sobre Ariana matando homens da indústria que bebem e fumam. |
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| Quando Ariana sai do estúdio de gravação, vemos outra flor brotando no lugar da anterior na Calçada da Fama. Ela fez o que era necessário para permanecer na indústria da música. |
Por alguns minutos, o espectador acredita estar testemunhando o empoderamento de uma mulher que, cansada de ser julgada, destrói os homens da indústria. No entanto, o “corta!” de Christian Breslauer revela que essa fantasia de libertação foi planejada, financiada e ensaiada por uma gravadora. No final, Ariana ainda precisa suportar humilhações e satisfazer os fetiches doentios da elite para se manter plantada em Hollywood.
Conclusão
Há mais de uma década, este site acompanha a evolução pública de Ariana Grande. Assim como ocorreu com as trajetórias de Britney Spears, Justin Bieber e Katy Perry, a passagem do tempo não tornou sua relação com a indústria mais simples ou transparente. Sua imagem tornou-se mais calculada, sua vida privada mais exposta e seu trabalho, cada vez mais marcado por traumas, fragmentação, violência e exaustão. Carreiras vividas sob constante escrutínio público tendem a cobrar um preço físico e mental.
Essa fase, em que a vulnerabilidade de uma estrela deixa de ser ocultada e passa a ocupar o centro de sua imagem pública, é conhecida como um ritual de humilhação. “Petal” surge exatamente nesse momento. Embora a causa da transformação física de Ariana permaneça privada, o vídeo utiliza figurinos, iluminação e closes que tornam impossível ignorá-la. Independentemente de essa estratégia ter sido ou não concebida deliberadamente dessa forma, a campanha capitaliza comercialmente sobre esse desconforto e essa humilhação. A indústria não busca mais a beleza; em vez disso, ela anseia por tristeza, trauma, feiura, abuso e violência. Ela não apenas comercializa a artista; ela transforma seu declínio físico e mental em espetáculo. Esperemos que Ariana não se torne a próxima Britney Spears.
Não esqueça: Inteligência e Fé!
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